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Melhorias para a SC-434!

No ar há quase 2 anos em Transportes e Trânsito
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Cozinheiro da mobilização
Melhorias para a SC-434!

No dia 24 de fevereiro de 2010, a professora Maria Reni Jung, de 59 anos, perdeu a sua vida quando vinha de bicicleta do bairro Encantada em direção ao Centro de Garopaba, pela SC-434 - estrada que liga a saída da BR 101 ao centro de Garopaba. Infelizmente, ela não foi a única. Desde que foi inaugurada, sem acostamento nem ciclovia, a rodovia tem produzido muita dor e tristeza aos parentes e amigos de suas vítimas. E muita insegurança em quem anda por ela, seja a pé ou de bicicleta. Há escolas e um grande número de crianças circulando por ali todos os dias!

Inúmeras tentativas foram feitas nos últimos anos, e nem mesmo as manifestações emocionadas, como a pintura de borboletas nos lugares onde pessoas morreram na rodovia, foram suficientes para sensibilizar e comprometer os responsáveis por criar condições seguras para as pessoas - o Governo do Estado e o DEINFRA, Departamento Estadual de Infraestrutura.

A cada ano, o número de atropelamentos e mortes só aumenta. Em 2010, no ano em que morreu Maria Reni, morreram mais 5 pessoas e 51 ficaram feridas. Esses números fizeram com que pela primeira vez a SC-434 despontasse na lista das rodovias mais perigosas do Estado de Santa Catarina, segundo a Polícia Militar Rodoviária.

A situação é tão séria que no estudo “O que SC precisa?” feito pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina e apresentado em 2014, a duplicação da SC e a criação da ciclovia é o primeiro item de infraestrutura a ser apontado.

Mas parece que para o DEINFRA, órgão do Governo do Estado, as vidas perdidas em Garopaba não importam, pois esse assunto até hoje não é prioridade. Em 7 de março de 2012, numa reunião pouco divulgada, na Escola do Pinguirito, foi apresentado à comunidade um projeto de duplicação da SC e criação de uma ciclovia, que foi questionado em dois pontos: a real necessidade de um elevado no Campo D´Una e uma via alternativa que passaria em frente à escola, numa rua sem saída e de largura de apenas 7 metros. Numa segunda reunião, a própria comunidade se encarregou de apresentar sugestões, que os técnicos do DEINFRA levariam para ser analisadas.

De lá pra cá, nada aconteceu. Apenas novas promessas foram feitas. Novos prazos e nenhuma ação! E, enquanto isso, não param os atropelamentos e mortes, causando tristeza e revolta em toda a comunidade.

Não podemos mais esperar! Antes da próxima morte, vamos exigir que o presidente do DEINFRA, Wanderley Agostini, se comprometa a apresentar um projeto imediato para a criação de uma ciclovia e outras soluções urgentes, como a ativação da lombada eletrônica, hoje desligada, e a adaptação e sinalização adequada da rodovia nos locais de retorno e nos pontos críticos onde se concentram os maiores números de acidentes.

Junte sua voz à nossa, preenchendo a caixa ao lado para enviar seu e-mail de pressão ao presidente do DEINFRA. Se mostrarmos a ele que somos muitos cidadãos atentos a este assunto, ele vai ter que nos ouvir.

Fontes

Estudo "O que SC precisa?" que coloca a duplicação e ciclovia na SC-434 como prioridade.

O problema da SC-434 é notícia na imprensa há muitos anos. Veja aqui a preocupação de um morador denunciando.

Notícia na imprensa sobre a consulta pública do projeto que nunca saiu do papel.

Notícia sobre a obra de revitalização da rodovia que seria realizada em 2014, mas ficou só na promessa.

(Vídeo divulgado pelo radialista Toninho Linhares em 19 de janeiro de 2016 mostrando a situação da rodovia na conhecida "curva dos búfalos".)

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