Respeito se aprende na escola! #VaiTerGêneroNoPME

No ar há 4 anos em Educação
Square 10923227 939597936073602 824213990814711093 n
Cozinheira da mobilização
Respeito se aprende na escola! #VaiTerGêneroNoPME

VaiTerGêneroNoPME

  1. Ideologia de gênero NÃO existe!

Ideologia de gênero NÃO existe! Fundamentalistas religiosos têm utilizado argumentos mentirosos e distorcidos pra tentar excluir os termos de gênero dos Planos Municipais, Estaduais e Nacional de Educação, dizendo que seus filhos serão ensinados a fazer sexo, que aprenderão que não são homens nem mulheres, e serão influenciadas a serem gays, lésbicas, bissexuais, ou pessoas T. Isso é mentira! Os planos não devem apontar orientações sexuais a serem seguidas nem devem trazer qualquer menção sobre como se exercer a sexualidade. Eles indicam diretrizes para uma educação livre de preconceitos, que ensine as crianças não só a passarem no vestibular, mas a se respeitarem e saberem lidar com as diferenças! 2. O Estado é Laico

O Estado é Laico Estado Laico, ou Secular, é aquele que trata todos seus cidadãos igualmente, independentemente de sua escolha religiosa, e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião. Um país laico entende que a religião não deve ter influência nos assuntos do Estado. Portanto, são inconstitucionais os boicotes aos PMEs que se justificam na Bíblia para demonizar sexualidades e gênero divergentes do cissexismo e da heteronormatividade e lhes tirar direitos. As diretrizes do Estado para os próximos 10 anos na Educação não podem ser decididas baseando-se em princípios cristãos de família, pecado e moral. 3. Vivemos numa Democracia

Vivemos numa Democracia Via deolhonoplano.org.br Pelo menos, é o que diz a Constituição. A discussões em torno dos Planos Municipais, Estaduais e Nacional de Educação têm sido feitos de forma democrática, com amplo acesso de toda a sociedade civil aos debates. Reformular todo o projeto após a aprovação das devidas comissões é anti-democrático e avilta a participação popular na construção das políticas públicas. Toninho Vespoli , Vereador de São Paulo e relator do projeto alterado após votação do dia 10 na Comissão de Finanças, avalia que “A supressão do que se havia proposto mostra um desrespeito aos debates feitos na construção do plano”. Para garantirmos a democracia na elaboração dos PMEs, é necessário que estejamos numerosamente presentes em todos os diálogos e votações que forem ocorrer. 4. Ser LGBT não é uma escolha

Ser LGBT não é uma escolha Como ser hétero também não é! A naturalização da heterossexualidade e da cisgeneridade cria a falsa ideia de que, quando debates sobre identidade de gênero e orientação sexual foram levantados em sala de aula, todas as crianças se tornarão automaticamente lésbicas, gays, bissexuais, ou travestis e homens trans. Não. Isso não vai acontecer. Não vai acontecer porque não é possível influenciar alguém a ser bissexual, ou ser homem trans. Bem como não se pode forçar alguém a ser hétero ou cis. 5. HomoLésBifobia matam! HomoLésBifobia matam!

Um gay, uma lésbica, ou uma pessoa bissexual é assassinada a cada 27 horas no Brasil, segundo o Grupo Gay da Bahia. Desses, 28% eram menores de 18 anos. Precisamos falar sobre Homofobia, lesbofobia e bifobia na escola! 6. Transfobia mata! Muitas vezes.

Transfobia mata! Muitas vezes. Via wordpress.com Precisamos falar de transfobia na escola porque metade dos assassinatos de pessoas T no mundo acontecem no Brasil. Sim, metade. Sim, do MUNDO. 41% das pessoas que morrem em assassinatos LGBTfóbicos são de travestis, mulheres transexuais e homens trans. Segundo a ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) a expectativa de vida de uma pessoa T é de 30 anos de idade, e estima-se que 90% das meninas estejam se prostituindo. Uma característica das mortes de pessoas T é que elas não morrem apenas uma vez, mas várias: os assassinatos sempre envolvem abuso sexual, cárcere e tortura; os corpos sem vida continuam sendo violentados; velório e sepultamento (nos casos em que o corpo é reconhecido), não se respeita nome social e mesmo após a morte essas pessoas são humilhadas pela exposição de seu nome de registro pela família e pela mídia. 7. Fim da evasão escolar

Fim da evasão escolar Via catolicas.org.br Apesar de educação ser um direito, ela não é garantida para as minorias. Junto ao lar, a escola é um dos primeiros lugares onde as violências machistas e LGBTfóbicas ocorrem. Bullying, exclusão social, agressões físicas, estupros, proibição de usar o banheiro e desrespeito ao nome social são alguma das violências que levam mulheres e jovens LGBT a abandonarem a escola muito cedo. Devido à evasão escolar, esses jovens são impedidos de desenvolverem todo seu potencial intelectual e futuramente não terão acesso ao mercado de trabalho nem à universidade, tendo como únicas opções de trabalho a prostituição e os subempregos. 8. Estamos educando machistas

Estamos educando machistas noticias.r7.com “É importante manter a formação em gêneros nas escolas para que meninos e meninas cresçam com visão de igualdade entre homens e mulheres; isso ajuda a evitar que homens sejam futuros agressores e que mulheres se submetam a situações de violência; não adianta só atuar na ponta, punindo agressores, mas também devemos trabalhar com a prevenção, educando as crianças”, resume Denise Motta Dau, secretária municipal de Políticas para as Mulheres, de São Paulo As consequências de uma educação machista são vastas. As LISTAS DE MENINAS MAIS VADIAS são um exemplo. Os nomes e fotos íntimas circulam pelo WhatsApp, vídeos no Youtube, Facebook e são até colados em cartazes no interior das escolas. Essas listas já motivaram tentativas de suicídio de pelo menos 12 garotas desde o ano passado no Grajaú, Parelheiros e Embu das Artes. 9. Questão de saúde pública

Questão de saúde pública Educação sexual é uma questão de saúde pública. Quando não falamos sobre sexo e sexualidade na escola, estamos deixando de orientar jovens sobre sexo seguro e métodos contraceptivos. Essa desinformação somada à vulnerabilidade social na qual vivem as mulheres e LGBTs estudantes de escolas públicas colabora com os índices de DSTs entre jovens, a gravidez precoce e, consequentemente, o aborto clandestino. 10. Não vivemos na idade média

Não vivemos na idade média Nem podemos voltar a essa época de violência e ignorância. Não podemos permitir que a educação permaneça, durante os próximos 10 anos, ignorando debates fundamentais como sexualidade e gênero. A página Respeito se aprende na Escola convida a toda a sociedade civil para se mobilizar contra o retrocesso na educação! Acompanhe por lá toda a mobilização nacional em favor de PMEs que tragam debates coerentes com nossa realidade social, inclusivos para com minorias.

Deixe seu comentário

Opa, não era exatamente isso que você esperava…
Mas temos uma novidade : )

Nosso querido Panela de Pressão ajudou cidadãos e cidadãs a conquistarem vitórias importantes. Por isso, decidimos ir além: estamos desenvolvendo o  BONDE - uma ferramenta ainda mais completa, com várias funcionalidades para você mobilizar pessoas em torno das causas que acredita. Tudo o que você fazia aqui, vai poder fazer no  BONDE  - e muito mais!

Em breve, o  BONDE  vai começar a circular. Enquanto isso, você pode propor mobilizações para uma das equipes locais da Rede Nossas Cidades - é só preencher o formulário abaixo:

PREENCHER FORMULÁRIO

(Como nossa equipe é pequena, a gente não pode garantir que a mobilização vá ao ar, mas prometemos que a proposta vai ser estudada com o todo o cuidado - e, havendo condições de produzir, vamos entrar em contato com você pra construirmos juntos.)

Você também pode apoiar causas que já estão no ar! Dê uma olhada nas mobilizações abertas na Rede Nossas Cidades: