Conselheiros, precisamos falar sobre a responsabilidade do reitor da Uerj

No ar há mais de 5 anos em Educação
Square 1116763 1029716784 534809077 q
Cozinheira da mobilização

Na noite do dia 28 de maio, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro foi palco de um cenário inadmissível.

Estudantes foram duramente reprimidos pela segurança da Uerj e impedidos de retornar à Universidade após prestarem solidariedade aos moradores da favela do Metrô, a 500 metros do campus, que sofriam com a demolição de suas casas, em reintegração de posse promovida pela Prefeitura. Para se proteger da repressão policial, estudantes e alguns moradores da comunidade procuraram abrigo na Universidade, mas chegando lá, o que receberam foi o contrário do que se espera de uma Instituição Pública.

Os agentes de segurança da Uerj cercaram as entradas da Universidade e impediram a circulação das pessoas. Contra os que estavam do lado de fora, foram disparados jatos fortes de mangueiras de incêndio, além de bombas de efeito moral. Também houve agressão física e relatos de cárcere privado. Em meio ao caos, nenhum representante da Administração Central estava presente, e os acessos à sala da reitoria - literalmente blindada na gestão Vieiralves - foram fechados. Quem estava no local para responder pela Universidade era a chefia de segurança.

Não foi a primeira vez que a Administração Central se negou a dialogar e orientou a segurança da Universidade a agir de forma violenta. Tampouco foi inédita a tentativa do reitor de inverter a narrativa dos acontecimentos para criminalizar os estudantes. Na nota oficial sobre o ocorrido, tornada pública na manhã seguinte, dia 29, Vieiralves disse repudiar a depredação do patrimônio da Uerj e o risco à integridade dos que lá estavam. No entanto, sabemos que a principal desencadeadora daquele cenário desolador foi a lógica autoritária da Administração da Uerj e a sua orientação de enfrentamento.

Esse episódio foi apenas a gota d’água. Terceirizados sem receber, falta de diálogo por parte da Reitoria, desrespeito à convocação regular dos Conselhos Superiores… Temos que debater a responsabilidade do Reitor nessa crise. Segundo o artigo 19 do Estatuto da Uerj, se conseguirmos mais da metade das assinaturas dos conselheiros do Conselho Universitário e do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão conquistaremos uma sessão conjunta dos dois Conselhos Superiores sobre uma possível destituição do reitor. Assim, ele terá que se explicar. A Uerj tem o direito de se defender, e o reitor tem o dever de dialogar com a comunidade acadêmica, sob o risco de ser destituído do cargo. É muito grave o que está acontecendo e a Uerj não vai se calar.

Fontes da mobilização: - Regimento do Conselho Universitário - Regimento Geral da Uerj - Estatuto da Uerj - Lei 8429/92

Deixe seu comentário

Opa, não era exatamente isso que você esperava…
Mas temos uma novidade : )

Nosso querido Panela de Pressão ajudou cidadãos e cidadãs a conquistarem vitórias importantes. Por isso, decidimos ir além: estamos desenvolvendo o  BONDE - uma ferramenta ainda mais completa, com várias funcionalidades para você mobilizar pessoas em torno das causas que acredita. Tudo o que você fazia aqui, vai poder fazer no  BONDE  - e muito mais!

Em breve, o  BONDE  vai começar a circular. Enquanto isso, você pode propor mobilizações para uma das equipes locais da Rede Nossas Cidades - é só preencher o formulário abaixo:

PREENCHER FORMULÁRIO

(Como nossa equipe é pequena, a gente não pode garantir que a mobilização vá ao ar, mas prometemos que a proposta vai ser estudada com o todo o cuidado - e, havendo condições de produzir, vamos entrar em contato com você pra construirmos juntos.)

Você também pode apoiar causas que já estão no ar! Dê uma olhada nas mobilizações abertas na Rede Nossas Cidades: