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Deputados, proíbam o uso abusivo das balas de borracha!

No ar há mais de 4 anos em Direitos Humanos
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Cozinheiro da mobilização
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Cozinheiro da mobilização

O uso indiscriminado de balas de borracha pela polícia de São Paulo pode acabar antes que seja feita mais uma vítima - e que pode, sim, ser fatal. Neste momento, dois projetos de lei que restringem o uso de balas de borracha pelas forças policiais de São Paulo estão tramitando juntos na Assembléia Legislativa de São Paulo. Mas, sem mobilização popular, podem acabar sendo bloqueados antes mesmo da votação, enquanto ainda passam pelas Comissões.

Para que o projeto avance, é necessário que a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) dê um parecer favorável. Até agora, o relator se manifestou contra e apenas um deputado expressou seu apoio. Por isso, precisamos entrar em ação!

É muito raro que a população preste atenção aos projetos de lei antes da votação. É nesse momento que eles costumam ser bloqueados, longe dos olhos do público. Dessa vez, vamos inundar os deputados que participam da CCJR de e-mails de pressão, exigindo que eles defendam os interesses da população e aprovem esse projeto fundamental!

Mande seu email de pressão agora!

SAIBA MAIS:

As balas de borracha disparadas sem critério por policiais militares já causaram sofrimento e enormes danos a muitos cidadãos inocentes, além de serem frequentemente usadas para coibir o trabalho de jornalistas que cobrem abusos de poder da polícia.

Temos os exemplos de Alex Silveira, que foi registrar uma manifestação de professores na Av. Paulista em julho de 2000. Ou de Sérgio Silva, que cobria o protesto contra o aumento das tarifas em São Paulo em 2012. Ambos foram atingidos no olho por balas de borracha enquanto trabalhavam. Perderam a visão. Não bastasse isso, o Tribunal de Justiça de São Paulo acaba de dizer a Alex que ele é culpado pela mutilação que sofreu.

Em janeiro de 2012, uma menina de 17 anos estava sentada na calçada e o policial a mandou sair. Como se recusou, levou um tiro de bala de borracha na boca. A estudante Dayane também ficou cega com um tiro no olho quando os policiais foram interromper jovens que ouviam funk em Paraisópolis.

Ao disparar nos olhos de jornalistas que estão trabalhando, ou em adolescentes que não representavam qualquer perigo, a polícia mostra que não sabe usar uma arma perigosa e que tem colocado em risco a vida e a integridade física de qualquer pessoa.

Vamos enviar centenas de e-mails todos os dias para que os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação dêem continuidade aos projetos de lei que limitam o uso das balas de borracha pela Polícia Militar.

Se você também quer evitar que mais pessoas inocentes sejam cegadas por nossa polícia e injustiçadas por nossos juízes, mande sua mensagem agora através do formulário ao lado!

Fontes:

Bruno Paes Manso - Estadão | O Estado é culpado por cegar com bala de borracha Alex, Sérgio e Dayane

G1 | Falta de lei sobre armas menos letais dificulta apuração de excessos da PM

G1 | Governo proíbe uso de bomba moral e bala de borracha na Cracolândia

Resolução da Secretaria de Direitos Humanos que recomenda a proibição de armas de fogo e restrição das de baixa letalidade em manifestações e eventos públicos

Análise da letalidade dos elastômetros (balas de borracha) pelo coletivo MenosLetais.org

Íntegra da Decisão Judical que culpabiliza Alex Silveira

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