Negociação pela Educação Já!

No ar há 4 anos em Educação
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Cozinheiro da mobilização
Negociação pela Educação Já!

Aos Senhores Vereadores da cidade do Rio de Janeiro.

Viemos através de essa carta apresentar as propostas para que os nossos filhos comecem a ter uma educação pública, gratuita e de qualidade. Além da imediata abertura de negociação com os profissionais da educação para que o impasse acerca da atual greve seja resolvido com a consequente volta às aulas, apresentamos outros pontos que acreditamos ser primordiais para melhorar as condições das escolas públicas municipais: 1) Abertura de negociação com os profissionais da educação em greve imediatamente;

2) Redução do número de alunos em sala de aula com ampliação do número de turmas através de concurso público para professores e pessoal de apoio;

3) Melhoria na infra estruturadas escolas (mais laboratórios, brinquedotecas, quadras cobertas, climatização);

4) Melhoria no sistema de alimentação com concurso para cozinheiras e aumento do tempo de almoço das crianças, bem como reformas e reequipamento das cozinhas e copas;

5) Autonomia pedagógica do professor para escolha do material didático e democracia nas escolas com maior participação de responsáveis, educadores e alunos nas decisões pedagógicas e orçamentárias das escolas;

6) Abertura imediata de canal de negociação com a comissão de pais e responsáveis por alunos de escolas publicas do Rio de janeiro, e o sindicato dos educadores, no sentido do estabelecimento de uma comissão que seja responsável pela elaboração de um plano de realização das propostas desta carta.

Comissão de Pais e Responsáveis por Alunos de Escolas Públicas do Rio de Janeiro – Apraep-RJ

A educação pública do Rio de Janeiro pede socorro! E nós responsáveis dizemos: todos em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade. Estamos vivendo em nossa cidade e no estado uma nova greve da educação. Para nós, pais, mães e responsáveis para além de um transtorno em nossos cotidianos porque nossos filhos estão sem aulas, é um momento de reflexão. Os profissionais de educação reivindicam melhores salários e condições de trabalhos. Reivindicam melhorias na educação. Tudo o que queremos é que as escolas ofereçam um padrão de excelência para nossos filhos aprenderem o conteúdo e se desenvolverem como pessoas. E para isso sabemos que a estrutura nas escolas deveria ser bem melhor, que os salários deveriam ser bem melhores, dando mais tempo e condições para que os mestres de nossos filhos pudessem preparar melhor as aulas, dedicar-se mais às turmas. Quando o professor interrompe suas atividades é uma forma de gritar socorro: do jeito que está eles não aguentam mais! E, de fato, muitos de nós sabemos que eles têm razão. Quando o professor reivindica melhores condições de trabalho, isso também quer dizer melhores condições de estudo para nossos filhos. Apoiar a greve é apoiar essa luta. Apoiar a greve significa, para nós responsáveis, apoiar melhores escolas, ótimos professores para nossos filhos. Sabemos que não falta dinheiro para isso e que em muitos momentos o que falta é vontade política de nossos governantes. Por isso, nos colocamos ao lado dos profissionais de educação e exigimos que prefeitos e governadores atendam as reivindicações dos educadores e pessoal de apoio, por que disso depende o futuro de nossos filhos. Não podemos mais aceitar que a escola pública fique abandonada, sem estrutura adequada e com profissionais mal remunerados. Exigimos que as promessas sejam cumpridas! Ouvimos de muitos candidatos promessas, de quatro em quatro anos, sobre melhorias na educação pública, muitos falam que só a educação transforma, que a educação é importante e prometem mundos e fundos para as escolas de nossos filhos. O que temos visto é apenas as escolas piorarem ano a ano, o salários dos professores serem corroídos pela alta dos preços, sem reajuste muitos são obrigados a “fazer dobra” aumentando o número de alunos e diminuindo o tempo de preparação das aulas. Só o que vemos é a escola pública sendo deixada de lado enquanto que os endinheirados mantém o futuro de seus filhos assegurado em escolas particulares caríssimas (até mesmo fora do país), a educação dos nossos filhos fica só na promessa em ano de eleição. Acreditamos que nossos filhos têm que ter o mesmo direito a uma educação de excelência porque, afinal de contas, somos trabalhadores e é a força de nosso trabalho que paga impostos, constrói essa cidade, esse estado, esse país. Trabalhamos e pagamos impostos altíssimos e só o que nos retorna são promessas vazias de dias melhores que nunca chegam às escolas de nossos pequenos. Infelizmente, os governantes do Rio não cumpriram o acordo de saída de greve do ano passado (2013) e os professores não tiveram alternativa que não fosse entrar em greve novamente. Apoiamos o movimento, não só porque consideramos um absurdo o prefeito descumprir o acordo de greve, mas, também, porque entendemos a realidade de trabalho e salário dos profissionais da educação.

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