Não foi dessa vez... Esta campanha foi encerrada há mais de 1 ano

Estrela, o Rio não é um Banco Imobiliário. Administração Pública não é "negócio lucrativo"!

No ar há quase 2 anos em Esportes e Lazer
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Cozinheiro
Estrela, o Rio não é um Banco Imobiliário. Administração Pública não é "negócio lucrativo"!

Atualização: A mobilização fez com que a Prefeitura recuasse e desistisse de destribuir o jogo nas escolas municipais. Mas a Estrela não desistiu de vender os jogos nas lojas. O criador da campanha e os milhares de cariocas mobilizados esperam que seja um fracasso de vendas.


A fabricantes de Brinquedos Estrela, conhecida pelos jogos de tabuleiro que marcaram a infância de muitas gerações no país, anunciou o lançamento de um brinquedo que não é nem um pouco divertido: o Banco Imobiliário da Cidade Olímpica.

Basicamente, a empresa, que conseguiu com que a Prefeitura da Rio autorizasse o uso gratuito de suas marcas institucionais, colocou no tabuleiro pontos turísticos, espaços urbanos e serviços públicos da cidade. Não seria um problema se o objetivo do jogo não fosse que o jogador lucrasse em cima dos equipamentos que conquista e, como no nome original em inglês, busque monopolizar os serviços.

Como exemplo, serviços como Clínica da Família e vias de transporte são ditas como "empresas lucrativas para os seus proprietários". O tabuleiro só cita obras e iniciativas do Prefeito Eduardo Paes, detalhadas nas cartas dos jogos.

Pra piorar tudo, o Prefeito Eduardo Paes disse que adorou a idéia e por isso desembolsou mais de 1 milhão de reais dos cofres públicos pra distribuir o jogo para mais de 20 mil alunos da rede municipal de educação.

Especialistas criticam o efeito pedagógico do brinquedo, que confunde público com privado e ainda faz propaganda exagerada da atuação do prefeito para crianças de menos de 12 anos.

Não podemos admitir que uma empresa que participou da formação da infância de tantas pessoas possa tomar uma atitude tão irresponsável como essa. Nós, cariocas, não queremos que o Rio seja retratado como um "banco imobiliário"para as nossas crianças.

Exigimos que a Estrela retire imediatamente o jogo de circulação.

- Leia a notícia no Jornal O Dia

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